Discovery call | Imagem de Drobotdean para Magnific
Domine a Discovery call e descubra como conduzir conversas estratégicas que aumentam a confiança e aceleram oportunidades em vendas B2B.
Uma discovery call mal conduzida pode fazer uma oportunidade promissora parecer muito mais quente do que realmente é, ou fazer um bom prospect desaparecer depois de uma conversa que parecia produtiva.
Em vendas B2B, o primeiro contato não deveria ser uma apresentação disfarçada de reunião. É o momento de entender o cenário do potencial cliente, descobrir o que está por trás da demanda e avaliar se existe, de fato, uma oportunidade para os dois lados.
Isso exige preparação, boas perguntas e principalmente disposição para ouvir. A lógica vale inclusive para quem trabalha com negócios online e precisa vender produtos ou serviços para outras empresas. Antes de apresentar uma solução, é preciso entender qual problema ela deveria resolver.
Discovery call começa antes da reunião
Uma boa discovery call não começa quando o vendedor entra na videoconferência. Ela começa muito antes, na preparação. Antes da conversa, vale pesquisar a empresa, entender o seu mercado, observar possíveis desafios e identificar informações que possam ajudar a formular perguntas mais relevantes.
Essa preparação também evita um erro comum: fazer perguntas que poderiam ser respondidas em poucos minutos no site da própria empresa. Se o prospect percebe que o vendedor não conhece minimamente seu negócio, a conversa começa com uma barreira de confiança.
Por outro lado, quando existe contexto, fica muito mais fácil construir uma discussão realmente relevante. A pesquisa também ajuda a entender se a oportunidade tem relação com o que a empresa oferece.
Para quem está começando a estruturar sua atuação comercial, conteúdos sobre coisas para vender na internet podem ajudar a pensar melhor sobre oferta, público e potencial de mercado.
Não transforme a conversa em interrogatório
Depois da preparação, chega o momento mais delicado: fazer perguntas sem transformar a reunião em um questionário. Uma discovery call eficaz precisa parecer uma conversa. O vendedor pergunta, escuta a resposta e usa aquilo que ouviu para aprofundar a discussão.
Perguntas como “qual é o seu principal desafio?” podem abrir a conversa, mas dificilmente são suficientes. O valor aparece nas perguntas seguintes.
Se o prospect disser, por exemplo, que precisa melhorar o atendimento, vale entender o que está acontecendo hoje, quantos contatos a equipe recebe, onde estão os gargalos e qual é o impacto disso para o negócio.
É nesse aprofundamento que uma necessidade genérica começa a se transformar em um problema concreto.
O problema por trás do problema
Uma das habilidades mais importantes em vendas B2B é não aceitar a primeira resposta como diagnóstico definitivo. Imagine que uma empresa diga que precisa de uma nova ferramenta para organizar o processo comercial. A necessidade parece clara. Mas por que ela quer essa ferramenta?
Talvez os vendedores estejam perdendo oportunidades por falta de acompanhamento. Talvez a liderança não consiga visualizar o pipeline. Ou talvez o problema esteja na própria estratégia comercial. A função do vendedor é investigar.
Aliás, essa abordagem se aproxima das técnicas de vendas consultivas, nas quais compreender o contexto do cliente é tão importante quanto conhecer a própria solução. Por isso, perguntas como “o que acontece quando esse problema ocorre?” ou “qual impacto isso gera para a equipe?” costumam ser mais úteis do que simplesmente perguntar se o cliente está interessado em comprar.
Falar menos pode vender mais
Existe uma tentação natural de aproveitar a primeira reunião para mostrar tudo o que a empresa oferece.
É compreensível. O vendedor quer demonstrar conhecimento, apresentar diferenciais e deixar claro por que sua solução é melhor. Mas o problema é que, nesse momento, ainda existe pouca informação para saber o que realmente importa para aquele prospect.
Em uma discovery call, ouvir deve ocupar uma parte significativa da conversa. O objetivo não é impressionar pela quantidade de informações apresentadas, mas demonstrar capacidade de compreender o negócio.
Isso também cria espaço para perguntas espontâneas. Quando o vendedor realmente acompanha a resposta do cliente, consegue perceber detalhes que provavelmente não apareceriam em um roteiro fechado.
Qualificação também faz parte da descoberta
Descobrir o problema é importante, mas não basta. Uma oportunidade pode ter uma dor real e, ainda assim, não estar pronta para avançar.
Por isso, a conversa precisa ajudar o vendedor a entender quem participa da decisão, quais são os critérios de escolha, existe um prazo definido e quais recursos estão disponíveis para resolver aquela questão.
Mas isso não significa transformar a reunião em uma negociação de preço. A ideia é entender se existe compatibilidade entre o problema do prospect, sua urgência e a solução oferecida.
E muitas vezes, uma discovery call bem executada também pode revelar que determinada oportunidade não faz sentido. Mas isso não é um fracasso. Afinal, descobrir cedo que não existe aderência economiza tempo para o vendedor e para o potencial cliente.
O próximo passo precisa ser claro
Outro erro comum acontece nos minutos finais. A conversa termina com frases como “vamos manter contato” ou “eu te mando algumas informações”, mas ninguém sabe exatamente o que acontecerá depois.
Uma reunião produtiva precisa terminar com um próximo passo concreto. Pode ser uma demonstração, uma conversa com outro decisor, o envio de uma proposta ou simplesmente uma nova reunião para aprofundar determinado ponto.
O importante é que ambas as partes saibam o que foi combinado, quem será responsável pela próxima ação e quando ela deverá acontecer. Esse cuidado mantém o ritmo da negociação e evita que uma oportunidade interessante desapareça no meio de uma agenda comercial cheia.
No fim, uma discovery call eficaz não é aquela em que o vendedor fala mais ou apresenta mais recursos, mas aquela em que consegue entender melhor o cliente e transformar essa compreensão em uma conversa que realmente faça sentido.
FAQ – Perguntas frequentes sobre discovery call
Qual é o principal objetivo de uma discovery call?
O objetivo é entender o cenário do potencial cliente, identificar problemas relevantes, avaliar se existe aderência à solução e definir se faz sentido avançar na negociação.
Quais perguntas fazer em uma discovery call?
Perguntas abertas sobre objetivos, desafios, impactos, processos atuais, consequências do problema e critérios de decisão ajudam a construir um diagnóstico mais completo.
É necessário apresentar o produto durante a Discovery call?
Nem sempre. Em muitos casos, é mais produtivo compreender primeiro o problema e apresentar a solução somente quando houver informações suficientes para mostrar sua relevância.
Como saber se uma Discovery call foi bem sucedida?
Uma boa conversa produz clareza. Ao final, vendedor e prospect devem entender melhor o problema, avaliar se existe potencial de solução e saber qual será o próximo passo.